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agosto 14, 2007

virtualização - as opções

Por questões profissionais, tenho-me aproximado ultimamente das tecnologias de virtualização, mais especificamente das diferenças entre as tecnologias actuais, bem como as funcionalidades *que interessam*. O objectivo dos projectos em que estou envolvido não é apenas a consolidação de serviços/servidores (que poderia ser resolvida praticamente sem custos), mas principalmente a criação de um ambiente de muito elevada disponibilidade e, ao mesmo tempo, extremamente flexível e com baixos custos directos de gestão.

Os players são, basicamente, três, embora dois deles utilizem a mesma solução open-source para o hypervisor: a VMware (produto comercial, baseado em plataformas Linux mas com tecnologia proprietária), a XenSource (hypervisor Xen open-source, criada na Universidade de Cambridge) e a Virtual Iron (hypervisor Xen, camada de gestão e afins proprietária). É importante fazer uma distinção clara entre o Xen (hypervisor), que permite correr várias máquinas virtuais numa só máquina física, e o XenEnterprise, que utiliza o hypervisor Xen e lhe adiciona a camada de gestão que permite fazer as magias descritas mais abaixo.

Na prática, à medida que os fabricantes de processadores vão fazendo evoluir a tecnologia de virtualização dentro do silício, a importância da hypervisor vai diminuindo, porque grande parte do seu trabalho passa a ser assegurado pelos processadores (o que ainda vai demorar algum tempo); a camada de gestão que permite fazer as magias é que acaba por ser importante (bem como o suporte a tecnologias de shared storage e transferências de estado, etc) e é, afinal de contas, o que se paga (bem caro!) no mundo da virtualização.
Naturalmente que as diferenças entre as várias tecnologias ainda existem, principalmente no que diz respeito a suporte (plataformas 64 bits, suporte a multi-processador/multi-core para guests, drivers para I/O rede e discos, etc) e a funcionalidades, embora num curto espaço de tempo (3 a 6 meses) a situação tenha tendência a ser uniforme.


As funcionalidades importantes para quem pretende mais do que a simples consolidação de servidores/serviços e tendo os requisitos-base disponíveis (storage partilhada entre todas as plataformas e um número mais ou menos elevado de servidores) são a migração a quente (ie., sem paragem) de uma máquina virtual de um servidor físico para outro; a detecção de falhas em plataformas e rápida migração / arranque das máquinas virtuais noutra plataforma física; contabilização da utilização de recursos e alocação dinâmica de acordo com regras pré-definidas (p. ex. mover uma máquina virtual que usa, durante mais de X minutos, mais de 80% dos recursos alocados para outra máquina física, onde existem mais recursos disponíveis), e a conjugação destas funcionalidades com outras, possibilitando cenários de Disaster Recovery ou Elevada Disponibilidade integrados do ambiente de virtualização (e consequentemente das plataformas/serviços).
Actualmente, as três tecnologias (que na realidade são duas) que oferecem estas funcionalidades são a VmWare (VMotion, e DRS); XenEnterprise (LiveMigrate, LiveRelocation,Resource Pools) e a Virtual Iron (Live Migrate, Live Maintenance, Live Capacity ), sendo que existem diferenças importantes entre as três (ainda que a XenExterprise e a Virtual Iron utilizem a hypervisor Xen) que vão para além do custo (é gritante a diferença entre a VmWare as outras duas, embora existam em algumas áreas claras vantagens do lado do gigante propriedade da EMC).


Para baralhar e voltar a partir, a Microsoft (que está a tentar entrar neste mercado) terá em 2008 uma solução de virtualização que tentará estar à altura das restantes, e ainda por cima estabeleceu parcerias formais com a XenSource no sentido de suportar a integração Xen/Windows e Windows/Xen...

Uma consequência da adopção alargada das tecnologias de virtualização será a mais que provável queda fortíssima nas percentagens de crescimento de venda de servidores x86 a partir de 2010, e ao mesmo tempo o aumento da procura de servidores (blades?) com cada vez mais capacidade. Imaginem: em meia dúzia de servidores, com 2 ou 4 processadores quad-core consegue-se albergar o que actualmente está em 40 ou 50 servidores físicos... começará a aparecer nas ofertas de emprego a descrição "virtual environment workload engineer" não tarda nada...

Publicado por scorpio às 10:51 AM | Comentários (0) | TrackBack

agosto 08, 2007

sony vaio vgn-c1s em linux

Com a ajuda do Mattia Dongili e do Noc, finalmente consigo controlar a luminosidade (via /proc) do Vaio VGN-C1S e, com umas alterações no xorg.conf, activar (always-on) a saída para um monitor externo. Sem a saída, bye bye apresentações...
É necessário inclui os patches de suporte ACPI na versão 2.6.23-rc1 (.config) e alterar o xorg.conf.

English-reading surfers: sony vaio vgn-c1s brightness support kernel .config (2.6.23-rc1) and external monitor output support (always-on) xorg.conf.

Publicado por scorpio às 03:30 PM | Comentários (0) | TrackBack